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	<title>Acordem e Progresso &#187; Textos &#8211; Acorde</title>
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	<description>Política simples e para todos</description>
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		<title>A internet nas eleições 2010</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 18:47:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna Mey</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos - Acorde]]></category>

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		<description><![CDATA[<br />
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A eleição deste ano no nosso país será a primeira a poder realmente sofrer influência da internet. O que isso significa?</strong></p>
<p>Que as equipes de campanha terão mais um meio de comunicação para   vincular propagandas?</p>
<p>Que debates irão ocorrer em uma plataforma muito mais democrática e anárquica, e portanto abrirão espaço para vozes que normalmente não são ouvidas?</p>
<p>Que o debate continuará elitizado já que o acesso à internet é restrito a poucos grupos?</p>
<p>Que os eleitores terão mais proximidade dos candidatos por ter acesso aos seus comentários no twitter?</p>
<p>Deixe sua opinião!</p>
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		<title>Com quantos políticos se faz um governo?</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 20:04:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna Mey</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos - Acorde]]></category>

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		<description><![CDATA[<br />
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Julho de 2008, o deputado Clodovil Hernandes apresentou à Mesa da Câmara uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para reduzir o número de deputados de 513 para 250. O projeto teve o apoio de 279 parlamentares (eram necessários 172 votos para que fosse apresentado). Não passou, por interesses óbvios.<br />
Se a PEC passar, haverá corte de 263 deputados e redução de gastos, só em despesas com os parlamentares, de R$ 26,3 milhões por mês. <span id="more-1297"></span>As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.<br />
De acordo com a ONG Transparência Brasil o custo de cada deputado é de R$ 6,6 milhões por ano! E o custo de cada senador é de R$ 33,1 milhões por ano!!!<br />
Segundo matéria da TV Globo, Bom Dia Brasil, mostra que os parlamentares brasileiros são os mais caros do mundo. Cada parlamentar no Brasil sai por R$10,2milhões/ano enquanto o segundo lugar, Itália, por R$3,9milhões/ano.<br />
Se a emenda Clodovil passasse, reduzindo pela metade o número de parlamentares, e supondo que isso pudesse ser feito tanto na Câmara quanto no Senado, teríamos uma economia de aproximadamente R$ 3,1 BILHÃO DE REAIS/ano!!!<br />
Isso dá aproximadamente R$ 17,00 por habitante. Já que o gasto público com saúde é de R$ 0,64 por habitante, veja o que a economia com os parlamentares poderia nos proporcionar!!!<br />
No Brasil, segundo o sindicato dos hospitais de Pernambuco Sindhospe, &#8220;para um gasto total de U$600 per capita/ano(na saúde), apenas U$300 vêm do setor público. Destes, apenas U$150 são investimento federal, ou seja, U$ 0,40 por cidadão brasileiro&#8221;<br />
Daria para multiplicar a verba hospitalar atual por habitante por mais de 26 vezes!!! Sem contar o que poderia ser feito na educação e outros setores da nossa sociedade.<br />
Além disso, com menos políticos para controlar, haveria menos chance de corrupção.<br />
Agora a minha pergunta é: como cidadãos comuns, o que podemos fazer pra que isso se torne realidade?</p>
<p>Caroline Rocha Kielmanowicz - calkiel@gmail.com</p>
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		<title>Boa sorte Lucas!</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 22:08:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna Mey</dc:creator>
				<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[Textos - Acorde]]></category>
		<category><![CDATA[candidato]]></category>
		<category><![CDATA[fernando lucas]]></category>
		<category><![CDATA[liderança]]></category>

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		<description><![CDATA[<br />
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Lucas na Feira de Ideias - Festival Acorde" src="http://acordemeprogresso.org.br/wp-content/uploads/2010/07/FOTO-acordem-49.jpg" alt="" width="600" height="400" /></p>
<p>Todo movimento tem um início. E todo início conta com pessoas que sonham juntas e também com aquelas que, passada a empolgação da ideia inicial, continuam com a &#8220;mão na massa&#8221; e fazem o sonho se tornar realidade.<br />
Com o Acordem e Progresso não foi diferente.</p>
<p>Por isso, queremos aqui externar a nossa gratidão a um dos grandes idealizadores do Movimento Acordem e Progresso e que é, com certeza, o maior responsável pela sua existência: Luís Fernando Amaral Lucas, conhecido por todos como<a  title="fernandolucas.com.br" href="http://www.fernandolucas.com.br" target="_blank"> Lucas</a>.<br />
Após cada reunião de planejamento do que viria a ser o Acordem e Progresso, cada pessoa voltava para seus afazeres e era o <a  title="fernandolucas.com.br" href="http://www.fernandolucas.com.br" target="_blank">Lucas</a> quem acendia a chama do entusiasmo no grupo. Era ele quem convocava as reuniões, quem cobrava as atas e as ações, quem captava serviços e doações.</p>
<p>Somos gratos a ele por ter sonhado e por ter acordado a cada manhã para esta missão.</p>
<p>Naturalmente, com a formalização jurídica do movimento, o <a  title="fernandolucas.com.br" href="http://www.fernandolucas.com.br" target="_blank">Lucas</a> foi aclamado presidente do movimento. E o acontecimento que queremos anunciar hoje tem a ver com isso e é, para nós, um misto de alegria e tristeza: nosso até então presidente está se licenciando. Tristeza pois sua presença como tal sempre significou um pilar sólido de sustentação para todas as nossas conquistas, mas também de imensa felicidade pois, o motivo disso, é nobre e indissociável de sua trajetória de fundador do Acordem e Progresso: ele está, pela primeira vez, se candidatando a um cargo público, o de deputado estadual.</p>
<p>A história desta candidatura é curiosa, pois, até chegar nela, <a  title="fernandolucas.com.br" href="http://www.fernandolucas.com.br" target="_blank">Lucas</a> passou por um longo período da sua vida procurando desassociar suas ações de jovem líder com qualquer relação governamental. Porém, a consciência de que a solução para a transformação do Brasil dependia da renovação de suas lideranças políticas e o papel do Acordem e Progresso como incentivador do surgimento dessas lideranças, mudou esta realidade.</p>
<p>Uma votação entre os fundadores, resultou na escolha de Lucas, como o primeiro a encarar esse desafio.<br />
A candidatura dele é uma grande conquista do movimento, que luta para conscientizar o indivíduo de seu papel de cidadão e agente de transformação social pelo exercício político de seus deveres e direitos!</p>
<p>Parabéns <a  title="fernandolucas.com.br" href="http://www.fernandolucas.com.br" target="_blank">Lucas</a>, a equipe do Acordem e Progresso te deseja toda sorte do mundo! Conte conosco!</p>
<p>Grande abraço!</p>
<p>Anna Mey, Digo e Priscilla</p>
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		<title>(Re)começo de semana</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 15:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna Mey</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas do movimento]]></category>
		<category><![CDATA[Textos - Acorde]]></category>

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		<description><![CDATA[<br />
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma semana começa. Pode ser uma semana qualquer, ou pode ser <strong>a semana</strong>, depende de quem a vive. Por alguns eventos que abriram a minha cabeça nesses últimos dias, vejo a importância de ver qualquer recomeço como uma oportunidade de mudar, consertar algumas coisas, melhorar, construir novas escadas. <span id="more-539"></span>Continuar o processo de transformação e compreensão que tenho vivido no mundo. Um momento de diálogo e de reconhecimento entre os diferentes seres que dividem esse tempo comigo.</p>
<p>No sábado que passou, fui assistir um documentário seguido de debate no Antídoto, evento promovido pelo Itaú Cultural, e fui impactada por essa proposta tão feliz. São pessoas de diferentes partes do mundo, sempre de zonas de conflito, que se encontram com o objetivo de conversar, de unir as experiências para buscar soluções &gt; &#8220;o Antídoto do conflito é o diálogo&#8221;. Vi esse documentário sobre o uso de crack em Fortaleza e ouvi o diretor e um policial contando como eles tem se integrado na busca efetiva por soluções, sem hipocrisia: se a guerra dos especialistas contra os usuários fracassou, vamos chamar os próprios viciados pra nos ajudarem a encontrar soluções para o problema. Ainda vão acontecer shows e uma peça de teatro. <a  href="http://www.itaucultural.org.br/antidoto2010/">Informe-se.</a></p>
<p>Hoje também iniciamos a série de vídeos do curso Acorde pra Política. É um momento dedicado a pensar o funcionamento da política e a história do nosso país, buscando compreender o passado para nortear os caminhos do presente. É uma atitude de humildade de nós, jovens desta geração, que reconhecemos nossa desinformação política, e queremos repará-la! Todos são bem vindos, hoje na Sala Crisantempo, às 20h, entrada franca e solidária!</p>
<p>Pra finalizar, pontuando a necessidade do diálogo para o crescimento, indico um site que acabei de visitar: <a  href="http://www.indiosonline.org.br/novo/">http://www.indiosonline.org.br/novo</a>. São índios de diferentes etnias que se uniram para compartilhar um pouco do seu imaginário lá. E  em <a  href="http://www.indigenasdigitais.org/">http://www.indigenasdigitais.org</a> é possível assistir ao documentário indígenas digitais, que mostra como os índios estão utilizando as ferramentas digitais para difundir e preservar sua cultura.</p>
<p>O caminho é a integração sem preconceito, já chegou a hora!</p>
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		<title>PACHAMAMA</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 14:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna Mey</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cine Acorde]]></category>
		<category><![CDATA[Textos - Acorde]]></category>

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		<description><![CDATA[<br />
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O filme Pachamama é o olhar de um viajante brasileiro, que vai para o Peru e Bolívia para pensar no seu país, procurando conhecer quem é aquele que se mantém estável durante o constante deslocamento. O viajante encontrou países completamente diferentes apesar da proximidade geográfica, novas formas de pensar o seu lugar no mundo. Encontrou comunidades totalmente interligadas à Pachamama, mãe-terra, que provê tudo o que eles comem, vestem, e que proveu eles mesmos. <span id="more-467"></span>Uma nova consciência vem brotando desses povos históricamente distanciados do processo político de seus países. O seu presente está entrelaçado com o passado, são totalmente conectados com seus antepassados, buscando neles uma força capaz de gerar uma nova configuração política, mais justa e condizente com sua terra, uma nova democracia moldada de acordo com as suas próprias características nacionais. A população está ativa, exigindo mudanças! O viajante encontrou com diversos povos na Bolívia que se sentem vitoriosos por terem no poder um representante indígena, ao mesmo tempo, em outras cidades, pessoas se mostram profundamente descontentes com Evo, e dizem que lá, já acontece uma guerra civil. Alguns admiram a &#8220;civilidade&#8221; do Brasil, que teve suas transições políticas sem luta armada.</p>
<p><strong>Ficou a pergunta: </strong>qual será a força capaz de mobilizar a grande mudança no Brasil? De onde virá? Como uma nova consciência em relação ao nosso país pode aflorar nos brasileiros, que obtém tudo desta terra, e nem sempre dão o devido valor, que ainda não se deram conta da importância da política para mudar aquilo que não está certo, e da importância de cada um de nós nesse processo!</p>
<p>Quando virá a mudança? Ela já está acontecendo? </p>
<p>Ontem, na Sala Crisantempo, mais uma sessão incrível! Exibimos Pachamama, de Eryk Rocha, e contamos com a presença do diretor pra contar um pouco da sua viagem e descobertas. Mais uma quinta-feira dedicada para pensar no nosso país, na nossa terra e em nós mesmos, tudo junto.</p>
<p style="text-align:center;"><a  href="http://movimentoacorde.files.wordpress.com/2010/04/fotopachamama.jpg" class="thickbox no_icon" rel="gallery-467" title="fotopachamama"><img class="aligncenter size-large wp-image-468" title="fotopachamama" src="http://movimentoacorde.files.wordpress.com/2010/04/fotopachamama.jpg?w=1024" alt="" width="430" height="312" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Eu sou um brasiliano!</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 14:45:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna Mey</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos - Acorde]]></category>
		<category><![CDATA[brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[brasilianos]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[<br />
<b>Warning</b>:  call_user_func_array() [<a href='function.call-user-func-array'>function.call-user-func-array</a>]: First argument is expected to be a valid callback, 'Array' was given in <b>/home/storage/6/84/8b/acordemeprogresso1/public_html/site/wp-includes/plugin.php</b> on line <b>166</b><br />
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a  href="http://movimentoacorde.files.wordpress.com/2010/03/picture-12.png" class="thickbox no_icon" rel="gallery-316" title="Picture 1"><img class="alignleft size-full wp-image-320" title="Picture 1" src="http://movimentoacorde.files.wordpress.com/2010/03/picture-12.png" alt="" width="106" height="80" /></a> Por 500 anos mentiram para nós. Esconderam um dado muito importante sobre o Brasil. Disseram-nos que  éramos <em>brasileiros</em>. Que éramos cidadãos <em>brasileiros,</em> que deveríamos ajudar os outros, pagando impostos  sem reclamar nem esperar muito em troca. Esconderam todo esse tempo o fato de que o termo <em>brasileiro</em> não é  sinônimo de cidadania, e sim o nome de uma profissão. <em>Brasileiro</em> rima  com <em>padeiro,</em> <em>pedreiro,</em> <em>ferreiro<span id="more-316"></span></em>.<em>Brasileiro</em> era a profissão daqueles portugueses que viajavam para o Brasil, ficavam alguns meses e voltavam com ouro, prata e pau-brasil, tiravam tudo o que podiam, sem nada deixar em troca. <em>Brasileiros</em> não vêem o Brasil como uma nação, mas uma terra a ser explorada, o mais rápido possível. Investir no país é considerado uma burrice; constituir uma família e mantê-la saudável, um atraso de vida. São esses <em>brasileiros</em> que viraram os bandidos e salafrários de hoje, que sonham com uma boquinha pública ou privada, que só querem tirar vantagem em tudo. Só que você, caro leitor, é um<em>brasiliano</em>. <em>Brasiliano</em> rima com <em>italiano,</em> <em>indiano,</em> <em>australiano</em>. <em>Brasiliano</em> não é profissão, mas uma declaração de cidadania.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Rima com <em>americano,</em> <em>puritano,</em> aqueles abnegados que cruzaram o Atlântico para criar um mundo melhor, uma família, uma nova nação. Que vieram plantar e tentar colher os frutos de seu trabalho, sempre dando algo em troca pelo que receberam dos outros. Gente que veio para ficar, criar uma comunidade, um lar. Que investiu em escolas e educação para os filhos e produziu para consumo interno. Foram os <em>brasilianos</em> que fizeram esta nação, em que se incluem índios, negros e milhões de imigrantes italianos, espanhóis, japoneses, portugueses, poloneses e alemães que criaram raízes neste país.<br />
<em><br />
Brasilianos</em> investem na Bolsa de Valores de São Paulo. <em>Brasileiros</em> investem em offshores nas Ilhas Cayman ou vivem seis meses por ano na Inglaterra para não pagar impostos no Brasil. <em>Brasileiros</em> adoram o livro <em>O Ócio Criativo,</em> de Domenico de Masi, enquanto os <em>brasilianos</em> não encontram livro algum com o título <em>O Trabalho Produtivo,</em> algo preocupante. Como dizia o ministro Delfim Netto, o sonho de todo <em>brasileiro</em> é mamar nas tetas de alguém. Quem está destruindo lentamente este país são os <em>brasileiros,</em> algo que você, leitor, havia muito tempo já desconfiava. Infelizmente, o IBGE não pesquisa a atual proporção entre <em>brasileiros</em> e <em>brasilianos</em> neste país. São as duas classes verdadeiramente importantes para entender o Brasil. Mais importante seria saber qual delas está aumentando e qual está diminuindo rapidamente, uma informação anual e estratégica para prevermos o futuro crescimento do país.</p>
<p>Não vou fazer estimativa, deixarei o leitor fazê-la com base nas próprias observações, para sabermos se haverá crescimento ou somente a continuação do &#8220;conflito distributivo&#8221; deste país. O eterno conflito entre aqueles que se preocupam com a geração de empregos e aqueles que só pensam na distribuição da renda. Os <em>brasilianos</em> desta terra não têm uma Constituição, que ainda é negada a uma parte importante da população. Uma Constituição feita pelos verdadeiros cidadãos, que estimule o trabalho, o investimento, a família, a responsabilidade social, a geração de renda, e não somente sua distribuição. Uma Constituição de obrigações, como a de construir um futuro, e não somente de direitos, de quem quer apenas garantir o seu. Precisamos escrever e reescrever nossos livros de história. Em vez de retratarmos o que os <em>brasileiros</em>(não) fizeram, precisamos retratar os belos exemplos e contribuições do povo<em>brasiliano </em>para esta terra. Um livro sobre a <em>História Brasiliana,</em> da qual teríamos muito que nos orgulhar. Vamos começar 2008 tentando ser mais <em>brasilianos</em> e menos <em>brasileiros</em>.</p>
<p>São 500 anos de cultura <em>brasileira</em> que precisamos mudar, a começar pela nossa própria identidade, pelo nosso próprio nome, pela nossa própria definição.</p>
<p>Por Stephen Kanitz (<strong><span style="color: #ff0000;"><a  href="http://www.kanitz.com/">www.kanitz.com.br</a>) </span></strong></p>
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		<title>&#8220;Os verdadeiros piratas são as grandes gravadoras”</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 14:03:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna Mey</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos - Acorde]]></category>
		<category><![CDATA[pirataria]]></category>

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		<description><![CDATA[<br />
<b>Warning</b>:  call_user_func_array() [<a href='function.call-user-func-array'>function.call-user-func-array</a>]: First argument is expected to be a valid callback, 'Array' was given in <b>/home/storage/6/84/8b/acordemeprogresso1/public_html/site/wp-includes/plugin.php</b> on line <b>166</b><br />
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O coordenador do Laboratorio Brasileiro de Cultura Digital, Cláudio Prado, é uma figura singular. No currículo, uma bagagem musical invejável: já foi produtor de bandas como Mutantes e Novos Baianos e dos festivais de Glastonbury, maior festival de rock do Reino Unido, e de Águas Claras, conhecido como o &#8220;Woodstock brasileiro&#8221;. Quase sempre trajando roupas coloridas, define-se como hippie, reclama da burocracia que, em grande parte, serve à corrupção, e define seu papel dentro do Ministério como de agente da “contracultura”. Ele conta, sem esconder uma pitada de orgulho quixotesco, que faz parte do único governo que possui uma área para tratar exclusivamente dos avanços tecnológicos sob o prisma cultural. Entre as prioridades, acompanhar o avanço dos debates sobre o tema no Brasil e no mundo e avaliar o impacto do amplo espectro digital nas inúmeras esferas que ele atinge. Leia entrevista:<span id="more-309"></span></p>
<p>Um amplo universo também conhecido como ciberespaço, que abrange temas como direito autoral, patentes, distribuição, software livre, entre outros diferentes elementos, todos pressionados a se adaptarem aos novos paradigmas impostos neste começo de século. “Tudo pede novos modelos de negócio, essa é uma discussão trazida pela convergência das tecnologias, mas que também traz a necessidade de unificar as agendas dos diferentes temas tocados pelo digital, que até então caminhavam isoladamente”, defende. Os obstáculos são vários, começam, segundo ele, nas próprias contradições da legislação brasileira. “Há um paradoxo na Constituição que opõe o direito do autor sobre sua produção intelectual e acesso ao conhecimento”.</p>
<p>Pouco antes de embarcar para Brasília, onde participaria do 1º Fórum de TVs públicas, realizado entre 8 e 11 de maio, Cláudio Prado recebeu em seu apartamento em São Paulo, esta reportagem para uma entrevista exclusiva. Entre ligações e preparativos para a viagem, falou cerca de uma hora sobre diversos assuntos – sobrou bordoada até para o músico Lobão, que desistiu dos processos que movia contra a gravadora Sony/BMG. Mas, apesar do tom ácido, mostrou-se um otimista visionário declarado: “A internet precipita uma revolução ética, ela foi criada por pessoas que não pensaram no próprio bolso, e sim no avanço da humanidade. Neste cenário, os verdadeiros piratas são as grandes gravadoras”. Leia, a seguir, trechos da entrevista.</p>
<p><em><strong>Carta Maior </strong>- Há uma previsão de que o digital acabará com a música, tal qual a conhecemos hoje, você acredita nisso?</em><br />
<strong>Cláudio Prado </strong>- O digital nos colocou em uma grande encruzilhada, dizem que ele traz prejuízos, que viabiliza a pirataria, eu discordo frontalmente. Quem afirma isso tem interesse que o modelo analógico continue. O digital sugere novos modelos de negócio. Não faz sentido transportar e distribuir CD em caminhão, quando isso poderia ser feito por meio de um clic. Seria o mesmo que impedir a criação do motor a vapor, porque danaria a vida do construtor de mastros e velas, alegando-se ser pirataria. A história não quer saber dos dramas que o avanço na tecnologia de navegação trouxe aos empresários que detinham modelos antigos, ela diz: dane-se! Se o mundo digital acabará com a música, no formato que a conhecemos hoje, fazer o quê? O problema é que as pessoas estão presas a velhas formas de ganhar dinheiro, isso vale, sobretudo, para os intermediários. O digital elimina os intermediários que não agregam valor. Não faz mais sentido, por exemplo, gravadoras no velho formato que conhecemos. Precisamos de novas intermediações que tornem as minorias possíveis. Em vez de apenas cinco gravadoras, monopolizando o mercado, podemos ter 500 mil selos com uma distribuição de música muito maior.</p>
<p><em><strong>CM</strong> &#8211; Você vê algum sinal de mudança de postura por parte da grande indústria fonográfica?</em><br />
<strong>CP </strong>- Há uma catástrofe, que eles, obviamente, estão percebendo, mas eu não creio que possuam capacidade de olhar para um novo paradigma. Novas gravadoras que estão surgindo são mais interessantes. Veja o Lobão, por exemplo, que voltou a assinar com a Sony/BMG e anda dizendo que as gravadoras mudaram de mentalidade. Não me parece honesto o que está fazendo agora em relação ao discurso que manteve durante anos, em minha opinião, ele adapta seu discurso às necessidades, está querendo ganhar dinheiro pelo sistema velho, somente isso.</p>
<p><em><strong>CM</strong> &#8211; Em relação ao movimento de software livre, você acredita na possibilidade de uma articulação de atores ligados ao Governo Federal para estratégias conjuntas?</em><br />
<strong>CP</strong> &#8211; Se não for uma ação centralizadora eu acho ótimo, porque o software livre é justamente o fruto de uma ação sem poder central, e um dos pilares de sustentação do novo paradigma do século 21. Isso graças a um maluco, Richard Stallman, que propôs uma coisa que ninguém acreditou, e que, em si, já é o resultado de uma revolução ética, a internet foi pensada para todo mundo e não para enriquecer ninguém. Mas claro que as articulações são necessárias, e mudanças também.</p>
<p><em><strong>CM</strong> &#8211; Foi criado um grupo pela ONU para trabalhar a questão da regulação da internet. Em que nível encontra-se essa discussão?</em><br />
<strong>CP</strong> &#8211; Hoje os governos correm para tentar a regulação da internet, invertendo o processo de uma maneira interessante. Antes as coisas existiam, eram reguladas e tornavam-se públicas, agora é o contrário. Mas não vão conseguir, não há como regular a internet. Na realidade, a regulação que precisa haver é a que garanta a liberdade, a autonomia e a neutralidade da rede em relação a governos e corporações. E por trás disso, sou a favor de uma política pública de banda larga, defendida, aliás, pelo MinC, que dê condições de acesso a todos. Outro ponto relevante é o seguinte: não é mais possível discutir o digital localmente, trata-se de uma questão transnacional, só será possível pensar a internet mundialmente, mas acho difícil que isso aconteça no âmbito da ONU, que, obviamente, não tem poderes para isso. É preciso criar uma instância com poderes efetivos, infelizmente isso ainda não me parece próximo.</p>
<p><em><strong>CM</strong> &#8211; Qual sua opinião sobre o recente convênio entre a Fapesp e a Microsoft para desenvolvimento de TI?</em><br />
<strong>CP</strong> &#8211; Um convênio que prevê a obrigatoriedade de patente é uma burrada, retroage em relação àquilo que de mais precioso existe hoje, que é a possibilidade de democratizar acesso à informação. A Fapesp, em tese, deveria priorizar a democratização do conhecimento e não privilegiar aspectos privados de alguma empresa. Não sou contra ganhar dinheiro, mas há outros modelos de negócios que transcendem a idéia da patente, dos modelos fechados, e que partem de novos paradigmas. Temos que nos livrar dos velhos padrões, o século 20 foi um equívoco que deu em um beco sem saída. O século 21 é uma nova história, é o contrário do anterior, que apontava para o fim da vida e do planeta, que nos levou a um mundo que produz três vezes a quantidade de alimentos necessária para alimentar a todos e, no entanto, metade da população passa fome enquanto a outra é obesa. Hoje, a corrupção nos governos e nas corporações é uma constante, podemos praticamente definir o século 20 como um período de engano e mentira que não olhou para nada que não fosse dinheiro. Só poderia dar nisto: em ladrão, pirataria. Na minha concepção, no mundo da música, por exemplo, os piratas são as gravadoras, elas que é que ganham muito dinheiro. Não podemos ficar enroscados nessa idéia de que só a patente oferece garantias ao autor. No caso da medicina e no conhecimento tradicional indígena, sei que há patentes engavetadas de remédios que curam, porque outros que não curam ainda não foram pagos, isso é criminoso.<br />
Por Carlos Minuano</p>
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		<title>Manifesto Acorde</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 17:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna Mey</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<br />
<b>Warning</b>:  call_user_func_array() [<a href='function.call-user-func-array'>function.call-user-func-array</a>]: First argument is expected to be a valid callback, 'Array' was given in <b>/home/storage/6/84/8b/acordemeprogresso1/public_html/site/wp-includes/plugin.php</b> on line <b>166</b><br />
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se um extraterrestre chegasse à Terra hoje e abrisse um jornal, o que ele encontraria? As mudanças climáticas ameaçando seriamente a sobrevivência da nossa espécie. As grandes cidades nos sufocando com suas relações impessoais. A violência, o trânsito e o excesso de trabalho sem sentido, valor e causa. Tudo isso sob o governo de líderes cada vez mais corruptos e ineficientes, com os quais nenhum de nós parece se indignar. <span id="more-39"></span></p>
<p>A verdade é que ele pensaria que nós, seres humanos, não estamos preocupados com nada que não seja o nosso próprio umbigo, que vivemos uma guerra civil silenciosa, travada no olhar dirigido ao chão no elevador, na fechada no trânsito, na trombada na rua, na pressa de entrar no metrô antes dos outros saírem e no julgamento instantâneo que fazemos de outros seres, aqueles lá, os playboys fúteis, mendigos vagabundos, pretos, baianos, peões, publicitários vendidos, religiosos cegos, empresários porcos capitalistas, sonhadores utópicos e todos os outros estereótipos que são mais fáceis do que de fato tentar se relacionar com o outro.</p>
<p>Ao voltar para casa esse extraterrestre provavelmente diria aos seus conterrâneos que a humanidade é egoísta por natureza e está fadada a auto-destruição. E infelizmente, a impressão que dá é que realmente não existe outro final para nós, existe? <span style="text-decoration: line-through;">Não.</span> <strong>Sim</strong>. Nós vemos cada vez mais pessoas mobilizadas e dispostas a incríveis sacrifícios. Vemos um potencial de revolução da consciência prestes a explodir em cada um, e sabemos que só falta uma pequena faísca para que isso aconteça.</p>
<p>Nós não somos cegos. Sabemos que temos maus políticos, assim como temos maus profissionais em qualquer lugar. E à essas pessoas responderemos sendo éticos, honestos e trabalhando pelo bem de nosso bairro, cidade, país e mundo. Ao invés de apenas reclamar, mostraremos com nossas <strong>AÇÕES</strong> o que esperamos dos nossos governantes e seremos dedicados, apaixonados e intensos, tão intensos que não restará a eles outra opção que não serem éticos, honestos e preocupados em realmente melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e promover a <strong>união</strong>.</p>
<p>Se há algo que podemos aprender da história é que todas as vezes que o homem esteve em perigo foi a união que o salvou. Na verdade, só somos humanos porque nos relacionamos e esta é a característica número 1 do ser humano. Então não aceitaremos que as cidades se tornem um espaço selvagem e transitório, no qual passamos rapidamente uns pelos outros com medo, enquanto vamos do trabalho para casa. A cidade é um espaço de permanência, um espaço <strong>nosso</strong>, que devemos usar e cuidar, e no qual nos relacionamos e nos expressamos.</p>
<p><strong>Nós não gostaríamos de ter nascido em nenhum outro lugar e em nenhuma outra époc</strong><strong>a</strong> porque só aqui podemos mudar e só aqui podemos ser melhores e amar mais ao invés de competir. Nada acontece no passado, nem no futuro. Todas as mudanças necessárias só podem ser feitas <strong>agora</strong>, então é no momento presente que devemos agir. E por quê devemos agir? Porque gostamos muito da vida e acreditamos piamente no potencial humano. Porque apesar de todos os erros, sabemos que já acertamos muito e que a humanidade não é má, talvez apenas tenha alguns valores equivocados. Mas principalmente, porque não aceitamos mais viver sob a soberania dos seres de olhares vazios, dos que não se preocupam, dos que não vêem sentido em nada e dos que desistiram de si mesmos.</p>
<p>Acreditamos nas pessoas e na sua capacidade de mudar. Acreditamos que o outro realmente importa, seja ele preto, branco, rico, pobre, animal ou vegetal. Acreditamos em nós e acreditamos em você, mesmo que você não acredite mais. Então ao invés de dizer que não dá, vamos primeiro fazer, para descobrir se é mesmo impossível.</p>
<p>Não temos nada a perder, além do medo de mudar&#8230;</p>
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